Casais Jovens ou novos casais?
Ao fazer -me esta pergunta, observei que jovens de menos de 15 anos de união familiar são o novo fenómeno na pastoral da família na Igreja de Angola. Nas comunidades urbanas, como no litoral de Benguela, por exemplo, o facto denomina-se de "Casais Jovens".
Eles e elas são mais sensíveis ao debate, no que toca a doutrina católica sobre a família implicam-se com a estrutura tradicional da família tradicional. Pensam pela sua cabeça não aceitam, ao que parece que a Igreja se acomode ao tradicional "como era no principio agora e sempre".
Os lideres da pastoral da família na sua maioria casais mais velhos, ainda tem dificuldade de tratar com esta faixa etária. A nossa observação, com estes fenómeno, apresentar-se mais exigente na demanda pastoral que o tradicional caminho da "Pastoral da Família", como viver a comunhão? Nas rodas sociais a tendência desta "nova mentalidade", mais jovem, é busca de uma Igreja mais de " Misericórdia", mais tolerante o que entre nós ainda é "tabu", a julgar pelo caminho do nosso dia a dia comunitário, entre o tradicional (das nossa cultura africana) e o moderno (dado da fé inculturado). A Igreja Católica em Angola, tendo vivido o triénio da família (Família e Matrimónio, Família e Cultura, Família Reconciliação) parece não ter conseguida ainda dar uma resposta a este fenómeno.
Pela CEAST, Dom Emilio Sumbelelo, bispo do Uije, (foto) em um dos encontros nacionais de casais ouviu as propostas e sentiu a necessidade deste ventos que chegavam de todos os lados desta nossa Angola profunda, porém fez ecoar os seus conselhos para mais entrega dos padres nas paróquias, o que parece pouco para muitos dos jovens contactados por nós.
A vida profissional, a comunicação no lar e as novas tecnologias, a educação dos filhos nos actuais modelos de cidade que hoje temos não exigirão já um directório pastoral da família?
Padre Quintino KANDANDJI